NECA abre inscrições para os novos cursos do segundo semestre de 2026!

São cinco formações on-line e ao vivo voltadas a profissionais que atuam na garantia dos direitos de crianças, adolescentes e famílias.
👀 Conheça as novidades:
🏡 Acolhendo com Cuidado: Formação sobre acolhimento em Família Acolhedora, com Sara Luvisotto.
📅 1, 2, 3, 8, 9 e 10 de setembro, das 8h às 12h
🧠 Fundamentos de Saúde Mental para SAICAs, com Milton Fiks.
📅 8, 14, 21 e 28 de setembro, das 7h30 às 10h30
📋 Gestor do SUAS em Ação: Competências técnicas, responsabilidades jurídicas e estratégias para uma gestão qualificada, com Giany Povoa.
📅 15, 22, 29 de setembro e 6 de outubro, das 8h30 às 11h30
🤝 Convivência que Protege: Fundamentos e práticas do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no SUAS, com Giany Povoa, Maria Angela Maricondi e Samara Xavier.
📅 22, 24, 29 de setembro e 1, 6, 8, 13 e 15 de outubro, das 13h às 16h
🕊️ Práticas Restaurativas, com Maria Elizabeth Seidl Machado e Telma Gutierres de Souza.
📅 20, 22, 27 e 29 de outubro, das 13h30 às 17h30
👉🏼Todos os cursos são 100% ao vivo, com certificação e foco na qualificação de profissionais do SUAS, do Sistema de Garantia de Direitos e das políticas públicas voltadas à infância, adolescência e famílias.
🔗 Clique aqui para conhecer e se inscrever nestes e em outros cursos do NECA.
Parceria técnica entre NECA e SETASC avança na construção de estratégias para erradicação do Trabalho Infantil em Mato Grosso
Mato Grosso avança nas ações de enfrentamento ao trabalho infantil com a parceria técnica entre a Secretaria de Estado de Assistência e Cidadania (SETASC) e o NECA – Associação de Pesquisadores e Formadores da Área da Criança e do Adolescente –, que vem qualificando equipes municipais e fortalecendo as redes locais de proteção à infância.

Neca participa da posse dos Conselheiros de Direito do CMDCA/SP

o
O NECA, representado pela diretora Maria do Carmo Krehan e a associada, formadora Patrícia Kelly Ferreira, participou hoje (31/07), da posse dos(as) Conselheiros(as) de Direitos do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente/SP, que exercerão o mandato 2024/2026.
(mais…)Fortelecendo o SUAS

o
A Constituição Federal Brasileira de 1988, chamada Constituição Cidadã, confere pela primeira vez a condição de política pública à Assistência Social, constituindo com a Saúde e a Previdência Social o tripé da Seguridade Social. Assim, a Assistência Social deixa de ser assistencialismo e benemerência tornando-se direito do cidadão e dever do Estado.
Em 1993, a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) estabelece normas e critérios para a organização da assistência social, abrindo caminho para a definição de outras leis, normas e critérios objetivos.
(mais…)“Acolhendo com cuidado: Formação sobre Acolhimento em Família Acolhedora”

Cursos Neca 2026
on-line
O grande diferencial!
Os alunos desse curso terão a oportunidade realizar a formação e,
acompanhamento das famílias acolhedoras assim como o acompanhamento dos
acolhidos, famílias de origem/extensa em seus respectivos Serviços de
Acolhimento em Família Acolhedora com a segurança de contar com um
processo de aprendizagem diferenciado, embasado em subsídios técnicos já
consolidados e na sensibilidade de profissionais qualificados através de
mais de 19 anos de experiência prática.
Sara Maria Soares Luvisotto
Nome do curso: Acolhendo com cuidado: Formação sobre acolhimento em Família Acolhedora
Realização:
Mês
Setembro: dias 1, 2, 3, 8, 9, 10 de setembro de 2026
Período: Manhã
Horário:das 08h00 às 12h00
Carga horária total:24 horas distribuídas em 6 encontros de
4 horas.
ATENÇÃO: As turmas são formadas com um número mínimo de participantes. Além
das datas aqui fixadas, estamos propondo a formação de novas turmas.
ATENÇÃO: É POSSÍVEL NEGOCIAR AS DATAS COM A COORDENAÇÃO DOS CURSOS.
E-mail: anazagatti@neca.org.br;
Plataforma de interação: Zoom
E-mail: cursos2026@neca.org.br;
O professor estará on-line e ministrará a formação em
tempo real, nos dias e horários definidos na programação. Os recursos
disponíveis na plataforma permitem interação entre professor/a e alunos/as
durante toda a formação por áudio, por vídeo e por meio do chat.
Cada aula terá um link de acesso específico. Os links de acesso serão
enviados ao/á aluno/a para o e-mail informado no formulário de inscrição.
Recomendamos a utilização de um computador ou notebook por aluno/a para que
os recursos possam ser utilizados na sua totalidade e o aproveitamento seja
o melhor possível.
O Suporte Digital do Neca abrirá a sala com 15 minutos de antecedência,
liberará os acessos e ficará disponível durante toda a aula, auxiliando
alunos/as e professores/as nas atividades propostas e eventuais
dificuldades.
Professora responsável:
Sara Maria Soares Luvisotto
Graduada Serviço Social pela Faculdade de Serviço Social Maria Imaculada Santa Lúcia (FIMI), Piracicaba, desde 2009, mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui pós-graduação em Terapia Familiar Sistêmica, Grupos Operativos (Pichon-Rivière), Uso de
Substâncias Psicoativas, Saúde Mental e Saúde da Família, além de atuar como doula de adoção.
Atualmente, é assessora técnica do Serviço Social Internacional na
Associação Brasileira Terra dos Homens, contribuindo para projetos de
proteção e acolhimento de crianças e adolescentes. Como associada
pesquisadora no NECA-SP (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o
Adolescente) e formadora na área da infância, integra o Grupo de Trabalho
(GT) da Coalizão do Acolhimento Familiar do Movimento Nacional Pró
Convivência Familiar e Comunitária. Possui ampla experiência em formação e
supervisão de equipes de alta e média complexidade do Sistema de Garantia de
Direitos, promovendo qualificação e suporte técnico para profissionais em
todo o território nacional.
Justificativa: A implantação de um Serviço de Acolhimento
em Família Acolhedora (SFA) representa um avanço significativo nas práticas
de proteção à infância e à adolescência no Brasil. No entanto, essa
modalidade ainda é relativamente nova para muitos municípios, o que gera uma
série de desafios e incertezas entre os profissionais que atuam na área.
Apesar das inúmeras potencialidades que o acolhimento em família pode
oferecer, sua implementação efetiva é permeada por complexidades que exigem
um trabalho técnico comprometido e de alta qualidade.
Para garantir que o SFA se torne um espaço verdadeiramente protetivo e
reparador, é fundamental que as ações respeitem as histórias de vida das
crianças, adolescentes e suas famílias. Isso implica em uma compreensão
profunda das dinâmicas familiares, das necessidades emocionais e sociais dos
acolhidos, e das particularidades de cada contexto local. Portanto, a
capacitação contínua dos profissionais envolvidos é essencial para enfrentar
os desafios cotidianos e promover um atendimento de excelência.
Diversos municípios, organizações e profissionais têm expressado a
necessidade de formação especializada e suporte técnico, seja por meio de
cursos, encontros temáticos ou supervisão continuada. Essa demanda reflete a
urgência de um espaço de aprendizado que permita a troca de experiências e a
reflexão crítica sobre as práticas adotadas.
Neste contexto, o curso que propomos visa atender a essa necessidade,
proporcionando um acesso facilitado aos profissionais que atuam na
implementação e operação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora.
O curso foi cuidadosamente planejado com base na experiência acumulada pelo
NECA e pela profissional Sara Luvisotto, que, ao longo de suas trajetórias,
identificaram a necessidade de inovações nas estratégias de formação. A
proposta está alinhada aos objetivos da Coalizão pelo Acolhimento em Família
Acolhedora e à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que visa
aumentar a proporção de acolhimentos nessa modalidade de 7% para 25% até
2027.
Com ações práticas e assertivas, o curso proporcionará aos participantes as
ferramentas necessárias para refletir sobre suas práticas, superar os
desafios do dia a dia e aprimorar o atendimento oferecido. Ao capacitar os
profissionais, buscamos não apenas fortalecer a rede de proteção, mas também
garantir que as crianças e adolescentes acolhidos tenham acesso a um
ambiente seguro, acolhedor e respeitoso, que promova seu desenvolvimento
integral e bem-estar.
Objetivo: capacitar profissionais dos Serviços de
Acolhimento em Família Acolhedora e demais interessados no tema: da
mobilização e captação até as fases de preparação, avaliação, habilitação e
acompanhamento das famílias acolhedoras, famílias de origem/extensa e
acolhidos.
Público a ser alcançado:
-
Equipes técnicas Serviço de Acolhimento em Família
Acolhedora -
Profissionais do Sistema de Garantia do Direito
-
Profissionais das diversas políticas públicas
Metodologia: A metodologia proposta para o curso visa
assegurar a qualidade de vida das crianças e adolescentes em situação de
desproteção social, promovendo um trabalho colaborativo e eficaz com suas
famílias e comunidades. Para isso, é essencial que a equipe envolvida
compreenda seu papel e esteja devidamente preparada para enfrentar os
desafios diários que surgem nesse contexto.
Abordagem Formativa:formação será estruturada em dois eixos
principais: formação pontual e formação continuada.
. Esses dois aspectos são fundamentais para a construção de conhecimentos e
habilidades, permitindo a troca de experiências e a reflexão crítica sobre
as práticas adotadas. A metodologia será baseada nos seguintes recursos e
estratégias:
-
Aulas Online
-
Conveniência e Flexibilidade:
As aulas serão oferecidas em formato online,
permitindo que os participantes acessem o
conteúdo de qualquer lugar, sem barreiras
geográficas. Essa flexibilidade é crucial para atender às
diversas realidades dos profissionais que atuam no
acolhimento familiar.
-
-
Material de Apoio
-
Apostilas e PDFs: Todas
as aulas serão acompanhadas de materiais apostilados, que
facilitarão a compreensão dos conteúdos abordados. Os
participantes poderão baixar os PDFs para estudo offline,
permitindo uma revisão mais aprofundada das informações
discutidas.
-
-
Lives Temáticas
-
Transmissões ao Vivo: O
curso incluirá palestras ao vivo com convidados especiais,
proporcionando uma oportunidade para interagir diretamente
com especialistas da área. Essas
transmissões permitirão discussões
enriquecedoras sobre temas relevantes e atuais relacionados
ao acolhimento familiar.
-
-
Acervo de Materiais Complementares
-
Recursos Diversificados: Um
rico acervo de materiais complementares será
disponibilizado, incluindo vídeos, livros,
manuais e outros conteúdos indicados. Esses
recursos visam enriquecer os estudos e ampliar os
conhecimentos dos participantes sobre as melhores práticas
no acolhimento familiar.
-
-
Dinâmicas de Grupo e Discussões de Caso
-
Aprendizado Ativo: O
processo de formação será dinâmico e interativo, utilizando
leituras de textos, dinâmicas em grupo e discussões de caso.
Essas atividades permitirão que os participantes reflitam
sobre suas práticas, compartilhem
experiências e construam novas estratégias
de atuação de forma colaborativa.
-
-
Vivências Práticas
-
Experiências Reais: O
curso incluirá momentos de vivência prática, onde os
participantes poderão aplicar os conhecimentos adquiridos em
situações reais ou simuladas, facilitando a consolidação do
aprendizado e a adaptação das estratégias às suas realidades
locais.
-
Essa abordagem metodológica visa não apenas transmitir conteúdos teóricos,
mas também promover um espaço de aprendizado contínuo e colaborativo. Ao
final do curso, espera-se que os participantes estejam mais bem preparados
para atuar nos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora, contribuindo
para a criação de um ambiente seguro e acolhedor para crianças e
adolescentes, respeitando suas histórias de vida e promovendo sua dignidade
e bem-estar.
Conteúdo programático:
-
História do acolhimento no Brasil, parâmetros legais. O que
é o Acolhimento Familiar, desafios e avanços. -
O papel da família acolhedora, perfil, formação e acompanhamento.
-
Estratégias para divulgar e captar famílias acolhedoras.
-
Formação e Acompanhamento das famílias acolhedoras.
-
Vínculo e Desenvolvimento.
-
Relatórios e Registros.
-
Agressividade e Limites.
-
Transições no acolhimento, como preparar a família de origem, acolhedora e acolhido para a despedida – estratégias
de ação: Chegadas e Partidas. -
Como trabalhar com histórias de vida no acolhimento
familiar. -
O trabalho com as famílias de origem no acolhimento.
-
Metodologia de trabalho com famílias: genograma, ecomapa, e linha da vida.
Saiba mais sobre o curso vendo o video abaixo com a professora Sara Luvisotto
Investimento:
Valor por inscrição: R$648,00 (Seiscentos e quarenta e oito reais)
Consulte desconto na inscrição de 3 ou mais técnicos da mesma instituição.
Forma de contratação e pagamento: Empenho – Transferência Bancária, Boleto ou Pix.
Certificação:
• O Certificado Digital será encaminhado por e-mail, no
prazo de 5 dias úteis, após o término de cada formação.
• É proibida a captação de som ou imagem das aulas, bem
como o seu compartilhamento por qualquer meio de comunicação ou mídia
eletrônica.
• A confirmação do curso e sua realização nas datas
programadas está condicionada a um número mínimo de inscritos/as com
participação confirmada.
• Este curso pode ser oferecido exclusivamente para seu
município.
• Outras formações poderão ser elaboradas de acordo com a
sua demanda.
• Mais informações pelo e-mail: cursos2026@neca.org.br
FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO CLICANDO NO BOTÃO ABAIXO.
O QUE ACONTECE QUANDO O TEMPO FORA DA ESCOLA É O TEMPO TODO?
Publicado originalmente no Fórum para o Investimento da Juventude, USA. O Fórum para o Investimento Juvenil é um esforço de ação que trabalha com líderes nacionais, estaduais e locais em mais de 35 estados. O Fórum tem mais de 50 funcionários e dezenas de consultores associados aos dois escritórios principais em Washington, DC e Ypsilanti, Michigan.
Karen Pittman [1]
Tradução e adaptação: Isa Guará
30 de março de 2020
As famílias que se consideravam econômica e socialmente seguras agora estão se perguntando como gerenciar a segurança de coisas que eles davam como garantidas: escolarização, assistência infantil, assistência médica, refeições. O estresse daqueles a quem essas necessidades fundamentais nunca foram atendidas é quase inimaginável.
Ainda há adultos que trabalham em vários empregos e não podem trabalhar em casa. Que não tem os recursos, o espaço, nem a flexibilidade para criar ambientes de aprendizado em suas casas para crianças e jovens que, de repente, não estão na escola. Essas famílias vivem em bairros cujas escolas não estavam preparadas para oferecer aprendizado online. Justamente nestes bairros, os programas pós-escola e a comunitários operam com orçamentos apertados.
Passei um tempo na semana passada ouvindo colegas de organizações sem fins lucrativos em todo o país que estão compartilhando histórias sobre como estão ajudando e aprendendo com sua equipe nacional, afiliadas, parceiros ou escolas locais e com a equipe local, jovens e famílias nos locais onde atuam. Todos se ajustam a esse novo normal. O estresse nesse setor é real, mas as respostas são incríveis, pois muitas dessas organizações lutam para ajudar famílias e escolas a descobrir o que acontece quando o tempo fora da escola é o tempo todo.
O que acontece quando o tempo fora da escola é o tempo todo?
Esses funcionários e organizações estão justamente focados no presente. As regras para eles não são tão claras quanto as das escolas. E há pouco ou nenhum recurso paliativo. Neste blog, no entanto, quero olhar um pouco para o futuro.
O verão está chegando. Uma época em que as escolas costumam diminuir e as famílias, organizações juvenis e empregadores se intensificam. Uma época em que a falta de financiamento público para o aprendizado de verão exacerba as diferenças de recursos escolares, familiares e da vizinhança. Uma época em que o crescimento da lacuna entre matemática e leitura de alunos pobres e abastados é tão esperada que tem um nome – perda de aprendizado no verão. Também é o momento em que muitos estudantes procuram emprego e estágios e os que mais se beneficiariam têm menor probabilidade de encontrá-los.
O que acontecerá este ano? Os prefeitos e os sistemas escolares chamarão a atenção no verão se o hiato durar até a primavera? As famílias desesperadas por ajuda encontrarão as opções de verão diminuídas devido a demissões e fechamento de organizações sem fins lucrativos? Espero que não. Temos a oportunidade de planejar e investir em atividades de aprendizado de verão que refletem verdadeiras parcerias entre famílias, escolas e organizações comunitárias e respondem às necessidades muito diversas e reais que nossas crianças e jovens terão com base em suas experiências.
Temos a oportunidade de destacar algumas das lições sobre o aprendizado que o COVID-19 está tornando mais visível:
1) O coronavírus nos lembra que somos todos aprendizes. Crianças e adultos estão sendo solicitados a absorver novos conhecimentos e a usá-los rapidamente para se adaptar, responder e contribuir de maneiras novas e autênticas. O rápido aprendizado em lares em todo o país vai muito além de dicas de como “educar” nossos filhos. Bom ou ruim, crianças e adultos estão processando conjuntamente experiências, testando e desenvolvendo habilidades e, esperançosamente, ganhando confiança em sua capacidade de prosperar em tempos de incerteza.
2) Isso nos lembra que a aprendizagem e a escolaridade são diferentes. A aprendizagem é um ato contínuo e auto-iniciado de processamento social, emocional e cognitivo. A capacidade dos humanos de aprender e se adaptar, e não apenas reagir, é o que os ajuda a prosperar, não apenas a sobreviver. As escolas ajudam os alunos a desenvolver essas habilidades e aplicá-las ao domínio do conteúdo acadêmico. Mas essas habilidades, uma vez dominadas, contribuem para a capacidade dos jovens de tomar decisões, gerenciar adversidades e ter um forte senso de identidade em todas as áreas da vida.
3) Isto nos lembra que as escolas fazem muito mais do que apoiar o aprendizado acadêmico. As boas escolas são, antes de tudo, boas comunidades ricas em relacionamentos. Quando as escolas fecharam, os jovens perderam a conexão não apenas com a instrução acadêmica sequenciada, mas com uma comunidade complexa composta por normas, rotinas, relacionamentos, responsabilidades e serviços. As respostas atuais estão focadas no primeiro e no último deles (aprendizado online e refeições saudáveis). Substitutos para a comunidade são igualmente importantes.
4) Isso nos lembra que a aprendizagem não acontece apenas nas escolas. A frase “ a aprendizagem acontece em qualquer lugar e a qualquer momento” é mais do que uma referência à tecnologia. Ele fala sobre o enorme número de adultos que compartilham a responsabilidade pela educação e bem-estar de nossas crianças e adolescentes. É fácil esquecer isso quando a principal mensagem que recebemos como pais e contribuintes é que nossa principal contribuição para a educação é enviar nossos filhos para a escola. Porém, os alunos passam anualmente apenas 1.000 de suas 6.000 horas de vigília na escola, e nem todas essas horas estão em aulas acadêmicas. Algumas horas são gastas em lanchonetes, bibliotecas, enfermarias, playgrounds. Os afortunados o suficiente para encontrar e pagar acomodações apropriadas passam quase o mesmo tempo em programas de aprendizado de pré-escola, pós-escola e verão. Um terço dos adolescentes de 16 a 19 anos tem emprego. A maior parte do tempo restante é gasta informalmente com outros adultos, amigos, familiares, gente dos bairros e cuidadores informais; com colegas; ou sozinho.
O rápido fechamento das escolas em todo o país exigiu uma abordagem do tipo “todos de mãos dadas” para garantir que crianças e jovens tenham lugares para estar, coisas para fazer e a proteção de adultos onde podem se hospedar durante o dia. Mas eles também levaram a uma enxurrada de planilhas, pacotes de instruções online e planos de aula enviados por e-mail pelas escolas para ajudar os adultos que cuidam – pais, familiares, irmãos mais velhos, educadores sociais – a preencher o vazio.
Por quê? Porque o plano emergencial ainda pensa em equiparar educação com escolaridade, escola com aprendizado, aprendizado com acadêmicos e acadêmicos com professores certificados. Ao fazer isso, subestimamos o papel das escolas e dos professores certificados na educação das crianças e, ao mesmo tempo, subestimamos os papéis de outros ambientes e de outros adultos competentes, atenciosos e comprometidos em suas vidas. As escolas são estruturadas para consistência e escala. Famílias e organizações locais de atendimento a jovens não o são. Essas configurações oferecem oportunidades diferentes, mas igualmente valiosas, para o aprendizado engajado.
Não há dúvida de que as escolas às quais os alunos retornarão serão diferentes. Os líderes das escolas já estão pensando nos impactos do estresse e do isolamento social nos alunos. Mas não há garantia de que os adultos e as organizações que se mobilizaram durante o hiato da quarentena serão totalmente incorporados ou, estarão totalmente disponíveis (o centro de desenvolvimento infantil que minha filha ajudou a iniciar está passando por suas reservas em um esforço para atrasar as demissões de funcionários).
O aprendizado acontece em todos os lugares. A equidade educacional, portanto, não pode parar nas portas da escola. Então, vamos ver esse desafio como uma oportunidade de embaçar as linhas e reforçar as conexões entre formal e informal; acadêmico e social e emocional; na escola e fora da escola; professores certificados e profissionais da escola e da comunidade.
Vamos usar o verão para imaginar o que pode parecer uma verdadeira parceria entre escolas, famílias e organizações locais. Vamos obter professores certificados e formar uma equipe trabalhando junto com profissionais, voluntários e famílias fora do horário escolar. Vamos aumentar a diversidade não apenas de onde e quando as atividades de aprendizagem acontecem (com ênfase renovada no exterior), mas também de quem está envolvido e o que é oferecido (equilibrando a mediação com os interesses dos jovens). E, o mais importante, vamos adotar definições universais de qualidade da configuração da aprendizagem que reflita as lições aprendidas durante o isolamento social: relacionamentos são importantes, segurança e pertencimento, atenção às necessidades individuais, assuntos ricos, rigorosos e relevantes e, por último, mas não menos importante, oportunidades para agir e refletir de maneira a fortalecer as habilidades e atitudes dos jovens para se sentirem confiantes.
Acesse o texto original clicando aqui.
[1] Karen Pittman é Co-Fundadora, Presidente e CEO do Fórum for Youth Investiment. Fez carreira na criação de organizações e iniciativas que promovem o desenvolvimento da juventude – incluindo o Fórum de Investimentos Juvenis, que co-fundou com Merita Irby em 1998. Socióloga e líder reconhecida no desenvolvimento da juventude, Karen iniciou sua carreira no Urban Institute, realizando estudos sobre serviços sociais para crianças e famílias. Mais tarde, mudou-se para o Fundo de Defesa da Criança, lançando suas iniciativas de prevenção de gravidez na adolescência e ajudando a criar sua agenda de políticas para adolescentes. Em 1990, tornou-se vice-presidente da Academia de Desenvolvimento Educacional, onde fundou e dirigiu o Centro de Desenvolvimento de Jovens e Pesquisa de Políticas e seu spin-off, o Instituto Nacional de Treinamento para o Trabalho Comunitário da Juventude.
VIII Seminário Qualidade dos Serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes
O NECA, em parceria com a FICE BRASIL e o Movimento Nacional Pró Convivência Familiar e Comunitária (MNPCFC), realizou o […]
VII Seminário sobre Qualidade dos Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes: redefinindo rumos
Para continuar lendo, clique aqui.
VI Seminário de Qualidade do Acolhimento de Crianças e Adolescentes – A adolescência em serviços de acolhimento: desafios, possibilidades e projetos de vida
Para continuar lendo, clique aqui.
Confira o Artigo “O Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR)” escrito por nossa associada, Neusa Francisca
Acesse clicando aqui.
Levantamento Nacional sobre os Serviços de Acolhimento para crianças e adolescentes em tempos de Covid-19: apresentação dos resultados
Confira a publicação ao clicar na imagem.
Publicação Subsídios para a elaboração de Políticas Públicas para crianças e adolescentes em situação de rua, elaborada pelo Neca é aprovada por COMAS-SP
Em resolução de 01 de dezembro de 2020, o CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE SÃO PAULO – COMAS-SP nº […]



